São José, solícito defensor de Cristo, continua esta missão, defendendo o seu Corpo Místico que são os cristãos, já que Jesus é a Cabeça e nós, parte do seu Corpo Místico. O que fizestes ao mas pequenino dos meus irmãos, foi a Mim que o fizestes, disse Jesus. São José vê em cada um de nós a pessoa de Jesus, continuada no tempo, e ama-nos de igual modo.

Vivamos da certeza de que, sempre que num acto de fé a ele recorremos, é a Jesus que Ele vê a quem assiste e socorre. Dar-nos-á tudo o que precisamos, na medida da nossa confiança. Que ele nos veja sempre através de Jesus. As nossas necessidades e problemas são necessidades e problemas de Jesus. Devemos acreditar que ele não faria mais por Jesus, quando este precisou da sua ajuda, há 2000 anos, do que fará agora por nós, que somos o Jesus do século XXI.

Tudo nos será concedido na medida da nossa confiança. Procuremos nós, igualmente, honrar a São José na pessoa dos nossos irmãos, socorrendo-os como se fossem o Santo que estivesse carecido de auxílio.

 

Exemplo:

Quem estas linhas escreve nasceu no auge do após-república. A minha família, embora tivesse sido educada religiosamente, deixara de praticar, à excepção de minha mãe, que sempre foi piedosa. Quando o meu padrinho de Baptismo lhe perguntou se gostava do nome que me queria pôs, ela não gostava, mas disse: – Ponha-lhe o nome que quiser, contando que mo leve à Igreja. Foi minha mãe também que, a primeira vez que saiu à rua comigo, logo a seguir ao nascimento, foi para me levar à Igreja, para me oferecer à Santíssima Virgem e pondo-me sobre o altar, sobre a pedra de ara, pedindo-lhe que me guardasse do mal e me tomasse como seu. Devo esta oferta de minha mãe a minha vocação. Meu pai era de temperamento alegre, que sabia fazer muitas amizades, e com qualidades de chefe, que arrastava os companheiros. Era serralheiro mecânico, com uma oficina por conta dele e, depois, fez-se maquinista da marinha mercante. Opôs-se à minha entrada no Seminário, mas depois cedeu. Quando vim de férias procurei fazer apostolado junto dele. Fez a sua confissão geral e tornou-se um grande católico e devotíssimo de São José. Sofreu muito e nunca se revoltou quando a cruz lhe batia à porta. Em coerência da sua Fé, dizia: Meu filho, o que Deus nos manda deve aceitar-se com todo o amor e de boa vontade. Morreu com um cancro, em dia de São José Operário, no dia 1 de Maio e primeiro dia do mês de Maria. Dias antes, dissera-me a mim, que escolhera para seu confessor: «Tenho um cancro, os médicos não mo quiseram dizer, com receio de me apavorar. Eu não tenho medo de morrer. Não pode haver alegria para viver na podridão deste mundo». A sua morte foi a dos predestinados. Rezou até ao fim e expirou com o crucifixo na mão e a vela benta de Nossa Senhora na outra.

A dar crédito a um sinal que me foi dado, foi directamente para o Céu sem passar pelo Purgatório. Nem eu nem ele éramos dignos de tal graça. A São José devemos, pois directamente para o Céu só vão os grandes santos e eu e o meu pai somos pobrezinhos. Mas Jesus quis também levar logo para o Céu o bom Ladrão. Ele é o Senhor e quando Ele nos enche de benefícios, só nos resta dizer: – Obrigado Senhor, eu não sou digno.

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