São José, é o consolo dos infelizes, assim diz a Ladainha que a Igreja compôs em sua honra. Consolar os tristes é uma obra de misericórdia. São José sofreu muito, mas experimentou várias vezes a alegria do consolo vivível do Céu.

O lar de São José era um lar de paz e harmonia, de entre-ajuda e amor; um lar modelo, em que residia o próprio Deus feito Homem e a mais Santa de todas as criaturas, Maria Santíssima, a Imaculada.

São José teve suas noites de alma, suas perplexidades, suas angústias. Teve de viver num mundo de pecado, contradição, inveja e perseguição. Experimentou os ataques do demónio raivoso. A Terra é o lugar do combate; o Céu tem de se conquistar. Podemos dizer que, a seguir a Nossa Senhora, a Grande Cooperadora na Redenção, ninguém sofreu como São José.

E quanto isto lhe serviu de conforto e alegria! São José é o nosso Pai adoptivo, como o foi de Jesus; ama-nos portanto com o mesmo amor. Vamos ter com ele nas nossas horas de abatimento e digamos-lhe confiadamente que nos conforte, e dê luz, como ele recebeu outrora de Jesus e de Maria, nas suas horas de abatimento.

 

Exemplo:

Foi no Ano de 1857.

Um confrade de São Vicente de Paulo conta o seguinte: – Visitava uma família composta de pai, mãe e cinco filhinhos todos pequenos. O pai estava no hospital e o mais novo dos meninos, gravemente enfermo, parecia um esqueleto. O médico desenganara a pobre mãe ao dizer-lhe que o seu filhinho estava irremediavelmente perdido. Só restavam as esperanças do Céu. A pobre mãe, a conselho de uma pessoa muito devota de São José, começou com os filhos uma novena em honra do conforto dos infelizes. As orações das crianças têm grande poder junto do Altíssimo, e as lágrimas duma mãe comovem o Céu. No fim da novena, São José obteve o milagre; o menino ficou livre do perigo e, passadas três semanas, já pulava e brincava com os outros.

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